AH, SE EU SOUBESSE ANTES...
CHAME O CARA
Existe uma cena hilária em uma série de TV em que Alan tenta consertar sozinho a antena no telhado. Escorrega, cai e se machuca.
Depois, o filho pergunta:
— Por que você não chamou o cara?
Outras pessoas repetem a mesma pergunta.
A cena ficou na minha memória porque resume uma grande lição:
quando preciso de algo que não conheço bem — e isso significa muita coisa — eu chamo o cara.
Ou seja, procuro quem entende do assunto.
Às vezes, a melhor solução não é aprender a fazer tudo. É saber quem chamar.
Ler maisQUEM ASSINOU O DOCUMENTO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL?
ANTES DO GRITO DO IPIRANGA, HOUVE UMA DECISÃO
A pintura de Georgina de Albuquerque e a correspondência que ajudou a construir a Independência do Brasil
Peter Meyer
Ler maisA COMPANHIA PERNAMBUCANA DE NAVEGAÇÃO COSTEIRA POR VAPOR (CPNCV)

Neste artigo, o filatelista Marcos Sobrosa apresenta a história da Companhia Pernambucana de Navegação Costeira por Vapor e sua importante atuação nas comunicações do Brasil Império. O estudo aborda suas rotas, embarcações e o transporte das malas do Correio, com especial atenção aos raros carimbos postais utilizados nos vapores da Companhia, registros que constituem um singular capítulo da história postal e da carimbologia brasileira.
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OS VERTICAIS QUE LIGARAM O BRASIL AO MUNDO
AINDA EXISTE MUITO A DESCOBRIR
Talvez seja justamente esse o aspecto mais fascinante da filatelia brasileira.
Ainda existem perguntas sem resposta.
Novas peças podem alterar interpretações antigas.
Uma carta desconhecida pode demonstrar uma tarifa.
Um carimbo pode revelar uma nova rota.
Uma combinação de selos pode obrigar-nos a rever aquilo que considerávamos estabelecido.
A filatelia brasileira ainda oferece um campo enorme para pesquisa.
Peter Meyer
Ler maisOLHOS-DE-BOI E INCLINADOS: UMA VIAGEM ALÉM DAS FRONTEIRAS DO BRASIL
VOCÊ SABIA QUE OS OLHOS-DE-BOI E OS INCLINADOS TAMBÉM VIAJARAM PARA O EXTERIOR?
Mas existe um detalhe fascinante: em regra, esses selos pagavam apenas o percurso dentro do Brasil. A viagem internacional era cobrada separadamente.
Neste artigo, apresentamos grandes raridades que atravessaram nossas fronteiras e revelam como funcionava a correspondência internacional nos primeiros anos da filatelia brasileira.
Uma viagem pela História Postal, muito além dos selos.
Peter Meyer
Ler maisEGITO - OS SELOS NOS LEVAM AO LONGE - UMA VIAGEM PELO MUNDO CONTANDO A HISTÓRIA DA FILATELIA
Artigo escrito por Luiz Gonzaga Amaral Júnior - Filatelista do Clube Filatélico Candidés - Divinópolis/MG.
Uma colaboração espontânea que nós da RHM agradecemos imensamente.
Os Selos nos Levam ao Longe – Uma Viagem pelo Mundo contando a História da Filatelia - Egito
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A ESCASSEZ DOS OLHOS-DE-BOI
A ESCASSEZ DOS OLHOS-DE-BOI
Quando se fala na raridade dos Olhos-de-Boi, costuma-se considerar o número total de exemplares existentes. Entretanto, esse número, isoladamente, pode produzir uma visão bastante enganosa da verdadeira disponibilidade desses selos no mercado.
Peter Meyer
Ler maisCOPA DO MUNDO DE 1950
Durante a BRAPEX 2026, em Ribeirão Preto, recebi de presente um livro de memórias do filatelista Everaldo N. Santos.
Em determinado trecho, ele conta que seu pai esteve no Maracanã no histórico jogo entre Brasil e Uruguai, pela Copa do Mundo de 1950. Comentei então que meu pai também estava lá — e na geral.
Curiosamente, os dois pais nos deixaram a mesma lembrança daquele dia: o impressionante silêncio que tomou conta do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol.
Na exposição havia também um colecionador que acabara de adquirir um conjunto de fotografias das seleções participantes daquela Copa. Ele comentou que havia comprado o material para um amigo.
Quando vi o conjunto, não tive dúvida:
— Venda para mim.
Ele respondeu:
— Não.
Foi então que me lembrei de um ensinamento do meu pai:
— Quando você realmente quiser alguma coisa, faça uma proposta irrecusável.
Eu fiz.
E ele vendeu.
Na verdade, eu não havia comprado aquelas fotografias pensando em revendê-las. Comprei para mim. Era uma forma de conservar uma pequena lembrança de um acontecimento que meu pai havia vivido pessoalmente, naquele inesquecível Maracanã de 1950.
Mas existe outro ensinamento que aprendi ao longo da vida: quase tudo pode ser vendido diante de uma proposta verdadeiramente irrecusável.
Por isso, o conjunto está à venda (clique aqui). Mas a proposta terá que ser boa.
O José Paulo Braida Lopes, utilizando as fotos como referência, elaborou um artigo sobre a Copa do Mundo de 1950.
Peter Meyer
Ler maisENVELOPE OU SOBRECARTA?
QUANDO EU VI ISSO EU NÃO GOSTEI
Filatelista tem dessas coisas.
O público em geral assiste a uma série e presta atenção na história, nos personagens, nos romances e nas batalhas.
O filatelista olha para a correspondência.
Na série A Casa das Sete Mulheres, ambientada durante a Revolução Farroupilha, vi cartas sendo entregues em envelopes — e aquilo me incomodou.
Cheguei a avisar a produção de que, entre 1835 e 1845, o uso de envelopes no Brasil era extremamente raro e que a correspondência normalmente circulava em sobrecartas.
Algum tempo depois, fui procurado por um grupo de contrarregras para fornecer sobrecartas pré-filatélicas portuguesas para uma nova produção.
E assim, ao assistir a Os Maias, tive a satisfação de ver que, desta vez, o detalhe histórico estava correto.
Ler maisO BRASIL É MUITO GRANDE — POR QUÊ?
O Brasil possui dimensões continentais. Mas esse enorme território não surgiu por acaso. Suas fronteiras são resultado de séculos de disputas, ocupações, guerras e negociações entre Portugal e Espanha.
A história da Península Ibérica passou por diferentes fases. Entre 1580 e 1640, Portugal esteve unido à Coroa espanhola, no período conhecido como União Ibérica, situação que também trouxe importantes consequências para seus domínios ultramarinos.
Ao longo dos séculos, portugueses e espanhóis assinaram diversos acordos para definir suas áreas de influência e resolver disputas territoriais. Para compreender a formação do território brasileiro, alguns deles são fundamentais:
1494 — Tratado de Tordesilhas
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1529 — Tratado de Saragoça
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1681 — Tratado Provisional de Lisboa
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1715 — Tratado de Utrecht
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1750 — Tratado de Madri
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1761 — Tratado de El Pardo
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1777 — Tratado de Santo Ildefonso
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1801 — Tratado de Badajoz
Entre todos eles, porém, o Tratado de Madri, de 1750, representou o verdadeiro ponto de inflexão.
Ler maisPOR QUE FALAMOS PORTUGUÊS NO BRASIL?
Você já se perguntou por que o Brasil fala português enquanto praticamente todos os nossos vizinhos falam espanhol?

EXISTE APENAS UM XIFÓPAGO?
Hoje, um amigo me fez uma pergunta aparentemente simples:
— Existe apenas um xifópago?
Respondi:
— Semi-xifópagos existem dezenas. Xifópagos verdadeiros, porém, são apenas dois.

Não resisti. E, para variar, resolvi transformar a resposta em um pequeno artigo.
Ler mais
Os Carimbos Tipo Francês Utilizados na República em Minas Gerais
Neste artigo, o filatelista e pesquisador Dr. Márcio Protzner aborda a permanência dos Carimbos Tipo Francês durante o período republicano, com especial atenção às agências postais de Minas Gerais. Introduzidos no Brasil ainda no Império, esses carimbos continuaram em uso por décadas, atravessando diferentes emissões postais e sobrevivendo, em alguns casos, até o início do século XX. A partir de peças de seu acervo e de referências da literatura filatélica, o autor apresenta exemplos de diversas localidades mineiras e evidencia a longevidade e a riqueza desses testemunhos da marcofilia brasileira.
Ler maisUMA CARTA DE LAGOS, NA ÁFRICA, OU DE LAGOR, NA FRANÇA?
Eis o primeiro mistério desta extraordinária correspondência.
Tudo indica que a carta foi levada em mãos até o Rio de Janeiro, onde recebeu a franquia postal e seguiu para o Rio Grande do Sul.
Mas de onde ela realmente veio? Lagos ou Lagor? E, principalmente, para quem foi enviada?

DETALHE DO INTERIOR
A identificação do destinatário acrescenta novos elementos à investigação.
Uma única carta, um percurso incomum e vários mistérios esperando para ser desvendados.
Ler mais1829 – O SEGURO POSTAL NOS PRIMEIROS ANOS DO IMPÉRIO
Este artigo apresenta um raro documento de 1829 que revela como funcionava o seguro postal nos primeiros anos do Império.
Emitido apenas quatro meses após o Decreto de 5 de março daquele ano, ele registra o pagamento de 800 réis para segurar uma correspondência no valor de 50$000 réis e constitui, até o momento, o primeiro documento conhecido relacionado à aplicação dessa nova regulamentação postal.
Ler maisQUANDO UMA CARTA MUDA A DATA DE EMISSÃO DE UM SELO
É possível que a literatura e os catálogos registrem uma data de emissão de um selo e, posteriormente, apareça uma peça circulada em data anterior àquela até então conhecida?
Ler maisOs Selos nos Levam ao Longe – Uma Viagem pelo Mundo contando a História da Filatelia - Guiné
Artigo escrito por Luiz Gonzaga Amaral Júnior - Filatelista do Clube Filatélico Candidés - Divinópolis/MG.
Uma colaboração espontânea que nós da RHM agradecemos imensamente.
Ler maisFAZ DIFERENÇA TER UM CERTIFICADO DA A.I.E.P.?
Será que existe alguma diferença entre adquirir uma peça acompanhada de um certificado comum e outra com um certificado emitido por um perito da A.I.E.P. (Association Internationale des Experts en Philatélie)?
A resposta vai muito além da folha de papel.
Um certificado da A.I.E.P. representa o parecer de um perito reconhecido internacionalmente, emitido segundo critérios técnicos e éticos rigorosos. Mais do que confirmar a autenticidade de uma peça, ele transmite confiança, facilita futuras negociações e proporciona maior segurança ao colecionador.
No fim, a pergunta talvez seja outra:
Quando se trata de uma peça importante, quanto vale a credibilidade?
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