O GRANDE SEGREDO DA ETA
A ETA (Empresa de Transportes Aéreos) foi uma das pioneiras na aviação civil do Brasil, com rotas estratégicas como Rio de Janeiro/Campos (20/06/1929) e Rio de Janeiro/São Paulo (29/07/1929), abrindo caminho para a integração aérea no país.
A Empresa de Transportes Aéreos, ou simplesmente ETA, foi autorizada a funcionar no território nacional pelo Decreto nº 18.625 de 1º de março de 1929.
A breve existência da empresa — menos de um ano de operação — e sua subsequente transformação na Nyrba do Brasil S.A., culminando na absorção pela Pan American e posteriormente na criação da Panair do Brasil, é um exemplo claro de como o capital e as disputas internacionais moldaram o setor aéreo brasileiro.
Dica valiosa: O livro Pouso Forçado, de Daniel Leb Sasaki, é uma leitura essencial para quem deseja entender os bastidores políticos e econômicos que levaram ao fechamento da Panair, considerada uma das empresas mais emblemáticas da aviação nacional.
OS SELOS DA ETA
OS TIPOS – Classificação Avançada
Embora os catálogos de selos, como o RHM, não classifiquem oficialmente os diferentes tipos dos selos de 200, 300, 1.000, 2.000 e 5.000 réis, sabemos que variações sutis existem e são identificáveis por filatelistas experientes.
O que são os "tipos"?
Os "tipos" referem-se a diferenças de desenho, espaçamento, defeitos de clichê, posicionamento de letras ou ornamentos, entre outras minúcias. Essas variações surgem a partir de erros, desgastes ou diferenças na composição das chapas de impressão.
Por que isso é importante?
DEFINIÇÃO DOS TIPOS
A tipologia dentro da filatelia consiste em diferenciar selos com a mesma aparência geral (mesmo valor facial, mesmo desenho), mas com pequenas variações de impressão. Essas diferenças permitem identificar a posição exata de um selo na folha original de impressão.
os Tipos 1 a 4 foram definidos com base nos exemplares da primeira tiragem (rhm:E01 a rhm:E04). Esses selos são cruciais para servir de referência tipológica.


Tem um ponto na margem interna da moldura

Tem um ponto sob a voluta inferior

Tem uma falha na voluta na margem esquerda e um pequeno arco (traço) entre o envelope e a asa.

Tem a linha interna do retângulo mais espessa
Caso seja difícil distinguir este tipo, pode-se classificá-lo por eliminação.
PRIMEIRA TIRAGEM
A primeira tiragem dos selos de emissão ETA catalogados como rhm:E01 a rhm:E04, é um capítulo importante da história da filatelia aérea brasileira. Aqui vão alguns pontos que complementam e destacam essa informação:
Detalhes Importantes da Primeira Tiragem (17/06/1929)


VERSO DA PRIMEIRA TIRAGEM
SEGUNDA TIRAGEM (rhm:E05)

A QUADRA DE 300 RÉIS
Ainda em 28 de novembro de 1929 foi disponibilizada a quadra do selo de 300 réis.
TERCEIRA TIRAGEM (rhm:E06 até rhm:E10)
Em 1929 a ETA emitiu a segunda tiragem de 5 valores faciais, sendo que desta vez aparece os 300 réis, o famoso E-7. Este selo tem a sua origem na folha da segunda tiragem com a folha com 20 selos. Temos o conhecimento de que apenas duas destas folhas ainda permanecem completas.

A ORIGEM DO SELO DE 300 RÉIS – rhm:07
Os 300 réis apareceram nas folhas da segunda tiragem e situados na margem inferior da folha. Sabendo-se isso fica fácil classificar estes exemplares.
A folha inteira da terceira tiragem

QUARTA TIRAGEM (rhm:E11)
Em 1929 ou 1930 surgiu a quadra dos 300 réis da terceira tiragem.

QUADRA DO 300 RÉIS
TIRAGEM NÃO OFICIAL - Aviões Malucos na Filatelia Brasileira
Os chamados "Aviões Malucos" são peças curiosas e controversas dentro da filatelia brasileira. A origem dessas emissões é envolta em suspeitas: acredita-se que tenham sido impressas após o encerramento oficial da empresa responsável, como parte de uma tiragem não oficial.

O que sabemos:
Orientação ao colecionador:
Se você aprecia curiosidades ou deseja explorar a história postal mais alternativa, os "aviões malucos" podem ser interessantes. Mas, para fins de coleção tradicional ou exibição competitiva, é importante ter em mente seu status não oficial.
COMO PODE ISSO?
A escassez do rhm:E07, o selo de 300 réis da ETA (Empresa de Transportes Aéreos), especialmente em sua posição central da folha, levanta uma dúvida legítima entre colecionadores mais atentos e estudiosos:
Por que encontramos principalmente exemplares da margem esquerda ou direita e raramente selos centrais?
Desconhecimento do tipo E07
Antes da classificação no catálogo RHM, pouquíssimos sabiam reconhecer o verdadeiro E07 — o que o tornava um "segredo filatélico". Isso resultou em pouca triagem intencional para identificá-lo, e muitos exemplares podem estar ainda perdidos em coleções anônimas.
Conclusão
Este é um típico caso de “Como pode isso?” — onde raridade, história e comportamento do mercado se entrelaçam para criar mistérios que tornam a filatelia tão fascinante.

Caso queira aprofundar-se ou participar das discussões sobre selos raros como o rhm:E07, recomendo acompanhar as atualizações e artigos no site www.oselo.com.br.
Visite o site e coloque na busca “rhm:e07”. Você não verá nenhum que não seja da margem esquerda ou direita.
https://www.oselo.com.br/pesquisa/?pesquisa=rhm%3Ae07&tipo=produtos
POSSÍVEIS EXPLICAÇÕES
Desmonte seletivo das folhas
Sobras de tiragem e reaproveitamento
Distribuição desigual nas agências postais
Equipe RHM – formando filatelistas desde 1948